Sim, eu sei que o Ruben me implorou que eu postasse outra carta, mas eu como adoro ser do contra (e não acho que as cartas valem a pena), não vou postar nenhuma... =/
Mas em compensação posso postar um poema?
É praticamente a mesma coisa, porque os meus poemas são cartas para ninguém em forma poética e, provavelmente, as minha cartas para ninguém não passam de poesia em forma de prosa. Apesar de isto ser uma contradição que apenas eu, sendo parva como sou, poderia criar ;D
Mas continuando...
A razão pela qual decidi postar este poema, foi na realidade uma parte do post do Ruben (http://desejofinal.blogspot.com/2009/04/vivo-ou-morto.html) em que ele fala dos defeitos e qualidades... Este poema não fala de defeitos e qualidades (pelo menos não em especifico) mas, na realidade, não passa de um auto-retrato meu:
Sou diferente de mim
Sou algo que nunca senti
Sou a depressão
Que assola o meu coração
Sou o teu último reduto de esperança
Que ainda permanece criança
Sou histórias inventadas
De vidas passadas
E nas suas imagens
O viver e morrer
De tais personagens
Sou o vazio da realidade
Desejando a liberdade
Sou os sonhos guardados
Nunca vingados
Nunca esquecidos
Nunca concluídos
Sou contradições verdadeiras,
Complexas, inteiras
Sou a alegria aparente
Escondendo e temendo
A tristeza presente
E para quê falar?
Mostrar o que é chorar
Pela vida não vivida,
Perdida, destruída
E como eu sou sempre extremamente insegura em relação ao que escrevo (algo que se nota pelo facto de estar constantemente a dizer mal de mim ou daquilo que escrevo...), pergunto-vos o que acham??
E ainda + importante! Se concordam com o meu auto-retrato...
Porque tal como vi num filme um dia: " nós somos 3 pessoas: a que gostaríamos de ser, a que pensamos ser, e a que somos" e eu quero saber o que vocês acham que eu sou =) ( desafio demasiado estúpido? =/)
P.S- o poema na realidade tem + versos, mas como ja não completam o auto-retrato e tb nao fazem falta optei por nao os pôr, até porque na verdade o poema é uma canção (cujo refrao é o ultimo verso)

5 comentarios de ninguém:
Diana,
Sinto-me muito lisonjeado por te teres referido a mim como algo que te levou a postar esse teu tão bem escrito e eloquente poema.
Sou sincero: não percebo muito de poemas e, devido a esse facto, preferia que tivesses postado uma das tuas interessantes cartas para ninguém que, ao fim ao cabo, nos contam o que se passa no teu âmago.
Este auto-retrato que nos dás a conhecer de forma tão humilde está extremamente bem cuidado e lotado de ornatos tão bem utilizados que o tornam em algo magnífico.
Apenas com um passar de olhos, conclui-se que é um poema triste onde pareces ser a própria tristeza já que, (e agora um olhar mais atento) o sujeito poético não encontra um equilíbrio: "Sou diferente de mim"; é também alguém estranho para si próprio "Sou algo que nunca senti". Tudo isto leva a uma "depressão", como é dito no poema e há consequente diminuição, mas não desaparecimento completo, da esperança.
Pode dizer-se que o sujeito poético deseja libertar-se da vida que tem e que desgosta: "Desejando a liberdade" cujos sonhos, ainda por alcançar, não são esquecidos, já que a tal réstia de esperança anteriormente falada não o permite: "Nunca vingados/ Nunca esquecidos/
Nunca concluídos".
O sujeito poético é ainda um misto de contradições, como a presença da alegria e da tristeza no seu ser.
A última estrofe inicia-se com uma pergunta de retórica: "E para quê falar?". O seujeito poético refugia-se em pensamentos lúgubres, ja que não desabafa nem chora.
Concluída a análise do teu poema, concluo que és uma pessoa forte interiormente já que não gostas de dar a conhecer os teus medos, ou seja, não desabafas. No entanto, quero que saibas, se é que já não sabes, que eu estou sempre aqui para te ouvir e nunca para julgar.
Acho que te deves agarrar à tua esperança e acreditar mais em ti e melhorar a tua auto-estima.
Tens muito talento, já que este poema está lindíssimo! Cheio de figuras de estilo, tais como a antítese, a metáfora, a anáfora, dupla adjectivação, etc. que foram maravilhosamente e exuberantemente bem utilizados, como só uma verdadeira poetiza o sabe fazer!
Espero que o próximo post seja uma das tuas cartas! :P
Adorei o poema! Não me canso de dizer que está lindíssimo! Fenomenal!
Parabéns!
Beijinhos!! :D
*batendo palmas* excelente análise ::D
Adorei ver o meu poema analisado =') e por um analisador tao bom, so melhorou esse facto =)
Apesar de ter sido uma análise tao bem feita e tao complexa, que eu muito admiro, foi uma análise a partir do teu ponto de vista (o que eu acho espectacular, prk acabou pr m demosntrar o que pensas do poema, e consequentemente me deixa antever o que pensas d mim;) ), mas do ponto d vista, da minha análise (?) falhas-te uns pontinhos... (pontos esses que eu nao vou revelar, porque implicava explicar a minha análise, ou seja explicar o meu auto retrato ja sem metáforas e de uma maneira mt + crua =$)
Tens razao na parte em k nao gosto de desabafar, no entanto nao e por nao saber que posso confiar em ti (ou nos meus restantes amigos), mas apenas devido ao habito de me fechar no meu proprio mundinho, e portanto d fechar os problemas la dentro tb =)
Muito obrigado pelo elogio ao poema, *cof*poetisa que sabe o k xta a fzr?*cof*
(ond e k xtao as figuras d xtilo k tu tao fantasticamente soubeste identificar? É que eu nunca consigo encontrar figuras d estilo, c excepção das metáforas =$)
Diana,
Obrigado pelos teus elogios que me encheram o ego em relação à minha análise do teu poema. É certo que interpretei as coisas de uma certa forma. Quando tu fizeste o poema tinhas em mente outras ideias. Toda a gente tem interpretações diferentes dos poemas e é isso, penso eu, que os torna tão fenomenais. Daí eu ter falhado, como disseste, alguns pontinhos ;)
Tens todo o direito de não revelar a tua interpretação do poema até porque isso ia retirar todo o seu brilho.
Eu sei que confias em nós e também já reparei que te fechas no teu mundo. Só quero que saibas que, sempre que te apetecer podes contar comigo! Desabafar torna os problemas mais pequenos! OMG QUE CLICHÉ TÃO GRANDE! No entanto, é dos únicos que fazem algum sentido na vida! xD
Metáfora - "Sou algo que nunca senti"; "Sou o teu último reduto de esperança"; "Sou histórias inventadas/ De vidas passadas"; "Sou o vazio da realidade"; "Sou os sonhos guardados"; "Sou contradições verdadeiras".
Antítese - "O viver e morrer"; "Sou a alegria aparente/Escondendo e temendo/A tristeza presente"
Oxímoro - "Pela vida não vivida"
Anáfora - "Sou algo que nunca senti"; "Sou o teu último reduto de esperança"; "Sou histórias inventadas/ De vidas passadas"; "Sou o vazio da realidade"; "Sou os sonhos guardados"; "Sou contradições verdadeiras"; "Que assola o meu coração"; "Que ainda permanece criança"; "Nunca vingados/Nunca esquecidos/Nunca concluídos".
Aliteração - (aliteração da letra "s") - "Que ainda permanece criança"; "Nunca vingados/Nunca esquecidos/Nunca concluídos"; "Sou os sonhos guardados"; "Sou histórias inventadas/ De vidas passadas"
Dupla adjectivação - "Complexas, inteiras"
Pergunta de retórica - "E para quê falar?"
Talento - "Lizbeth" (Diana) :P
Beijinhos************
Olá :)
Gostei muito do poema ^^ Já te disse milhões de vezes que escreves bem -.-
a minha estrofe preferida é a segunda, gosto bastante dela ^^ e eu não me dou ao trabalho de fazer auto-retratos, porque cada coisa que escrevo tem sempre um pouco de mim, por isso =)) escrever sobre mim não é interessante. xDDD
beijinhos
Podias melhorar a pontuação, mas está bom ^^
Se fosse a ti, aproveitava 1 grande vantagem da poesia, que é a possibilidade de se poderem ocultar algumas palavras (estando estas subentendidas), podendo até ser acrescentado algum significado mais misterioso que À partida nem imaginavas... Deixando algumas pontas soltas, dá mais espaço de reflexão....
Mas no geral gostei ^^
Continua! Beijinho*
Postar um comentário